Post sobre o filme Piratas do Vale do Silício
O filme Piratas do Vale do Silício ilustra muito bem as relações entre concorrentes e o despreparo humano para o poder. Steve Jobs é mostrado como um ser egocêntrico, megalomaníaco. Colhe a queda anunciada no final do longa. Bill Gates aparece como um oportunista, sorrateiro, ávido por riqueza. Em comum, os dois personagens apresentam facilidade com cálculos, faro de negociante e visão de futuro.
A cena em que aparece o pavilhão negro dos piratas com a maça colorida da Apple é emblemática. A seqüência da cena também. Gates oferece serviços a Jobs, copia com certas mudanças o Macntoshi e lança o Windons. Uma rasteira na Apple, no momento cega pelo poder e a cisão interna, provocada pelo próprio Jobs.
A conquista do DOS é outro exemplo da arte de copiar. Blefar entra junto nesse caso. Ao mentir para os representantes da IBM, Gates prova ser ousado. Compra por US$ 50 mil a plataforma e inicia o caminho do dinheiro. Jobs usa a pirataria na questão da interface e do mouse, criados pela Xerox. Ganha de presente, na malícia, o projeto alheio.
Outro ensinamento do filme é ouvir, prestar atenção no vizinho, no colega e, claro, no concorrente. Jobs faz de conta que não ouve Gates em uma feira de computadores. Anos depois, é empregado do mesmo Gates. A poderosa Xerox entrega o cofre minado de ouro por não dar a atenção devida a um produdo criado na casa. A IBM mostra ser frágil por não dominar a tecnologia. Aí, mais uma lição, citada por Gates no longa. "Faça os outros dependerem de você." Foi o que fez o homem mais rico do mundo. O resultado está na sua conta bancária.
PS: Outra lição do filme: o dinheiro transforma qualquer jacó em gente.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
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