Os buscadores, em especial o Google, foram peças fundamentais na consolidação da internet. Quem em um aperto nunca procurou o computador mais próximo com acesso à rede para terminar aquela pesquisa da aula? O Google já salvou a vida de muita gente. A facilidade encontrada na busca de informações facilita a vida de todos.Essa simplificação é um dos atrativos da web. Altavista e Cadê são outros que auxiliaram nesse processo, mas não superam o Google em popularidade.
Os buscadores poupam o tempo (bem cada vez mais precioso) das pessoas. Com técnicas básicas, é possível restringir a busca da forma mais objetiva possível. Ao invés do método antigo de procurar uma biblioteca e abrir uma enciclopédia, o deslocamento é mínimo. Basta sentar no computador e navegar. A atualização da informação é outro ponto positivo dos buscadores.O usuário tem acesso aos dados atualizados, diferente das enciclopédias tradicionais, em que as informações revisadas sairiam somente na próxima edição. O buscador já está inserido no cotidiano das pessoas que acessam à internet. Em qualquer dúvida eles são acionados. As muitas passagens pelo Google comprovam essa afirmação.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Era da intereção
Post sobre web 2.0
"A Web 2.0 representa a transição para um novo paradigma onde a colaboração ganha força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo." Renato Shirakashi - criador do Rec6
A web 2.0 preza pela interatividade, premissa básica na internet. É a segunda geração da world wide web - www-, que apresenta maior colaboração dos internautas nas páginas e oferece diversos serviços. O serviço de redator de texto que o Google disponibiliza é um exemplo, assim como a Wikipedia, enciclopédia virtual atualizada pelos próprios usuários. Há discussões entre estudiosos do meio sobre o termo web 2.0, pois alguns consideram apenas marketing. Este espaço vem sendo moldado, com a criação constante de softwares (serviços), que aproximam cada vez mais as pessoas da web. Os aplicativos internos do computador (word, por exemplo) começam a perder espaço nesse novo contexto. A seguir, alguns dos serviços já disponíveis na web, listados pelo jornal Folha de S.Paulo
AdSense: Um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez que o anúncio for clicado
Ajax: Um pacote amplo de tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a adoção da técnica pelo Google, para serviços como mapas on-line, mais recente e entusiástica, é que fez do Ajax (abreviação de "JavaScript e XML assíncrono") uma das ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e serviços na web
Blogs: De baixo custo para publicação na web disponível para milhões de usuários, os blogs estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente
Mash-ups: Serviços criados pela combinação de dois diferentes aplicativos para a internet. Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um serviço de anúncios de imóveis para apresentar um recurso unificado de localização de casas que estão à venda
RSS: Abreviação de "really simple syndication" [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias "pull" --com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja-- e tecnologias "push" --com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como "assinando um feed"). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial 18 meses atrás, e determinou que fosse incluída no software produzido por seu grupo
Tagging [rotulação]: Uma versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo aos usuários uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que consideram interessantes na internet, ajudando a categorizá-las e a facilitar sua obtenção por outros usuários. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é classificado também como "folksonomy", já que cria uma distribuição classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua utilidade
Wikis: Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis estão se tornando uma maneira fácil de trocar idéias para um grupo de trabalhadores envolvido em um projeto.
"A Web 2.0 representa a transição para um novo paradigma onde a colaboração ganha força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo." Renato Shirakashi - criador do Rec6
A web 2.0 preza pela interatividade, premissa básica na internet. É a segunda geração da world wide web - www-, que apresenta maior colaboração dos internautas nas páginas e oferece diversos serviços. O serviço de redator de texto que o Google disponibiliza é um exemplo, assim como a Wikipedia, enciclopédia virtual atualizada pelos próprios usuários. Há discussões entre estudiosos do meio sobre o termo web 2.0, pois alguns consideram apenas marketing. Este espaço vem sendo moldado, com a criação constante de softwares (serviços), que aproximam cada vez mais as pessoas da web. Os aplicativos internos do computador (word, por exemplo) começam a perder espaço nesse novo contexto. A seguir, alguns dos serviços já disponíveis na web, listados pelo jornal Folha de S.Paulo
AdSense: Um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez que o anúncio for clicado
Ajax: Um pacote amplo de tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a adoção da técnica pelo Google, para serviços como mapas on-line, mais recente e entusiástica, é que fez do Ajax (abreviação de "JavaScript e XML assíncrono") uma das ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e serviços na web
Blogs: De baixo custo para publicação na web disponível para milhões de usuários, os blogs estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente
Mash-ups: Serviços criados pela combinação de dois diferentes aplicativos para a internet. Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um serviço de anúncios de imóveis para apresentar um recurso unificado de localização de casas que estão à venda
RSS: Abreviação de "really simple syndication" [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias "pull" --com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja-- e tecnologias "push" --com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como "assinando um feed"). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial 18 meses atrás, e determinou que fosse incluída no software produzido por seu grupo
Tagging [rotulação]: Uma versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo aos usuários uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que consideram interessantes na internet, ajudando a categorizá-las e a facilitar sua obtenção por outros usuários. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é classificado também como "folksonomy", já que cria uma distribuição classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua utilidade
Wikis: Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis estão se tornando uma maneira fácil de trocar idéias para um grupo de trabalhadores envolvido em um projeto.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Nada se cria, tudo se copia (e as vezes se rouba)
Post sobre o filme Piratas do Vale do Silício
O filme Piratas do Vale do Silício ilustra muito bem as relações entre concorrentes e o despreparo humano para o poder. Steve Jobs é mostrado como um ser egocêntrico, megalomaníaco. Colhe a queda anunciada no final do longa. Bill Gates aparece como um oportunista, sorrateiro, ávido por riqueza. Em comum, os dois personagens apresentam facilidade com cálculos, faro de negociante e visão de futuro.
A cena em que aparece o pavilhão negro dos piratas com a maça colorida da Apple é emblemática. A seqüência da cena também. Gates oferece serviços a Jobs, copia com certas mudanças o Macntoshi e lança o Windons. Uma rasteira na Apple, no momento cega pelo poder e a cisão interna, provocada pelo próprio Jobs.
A conquista do DOS é outro exemplo da arte de copiar. Blefar entra junto nesse caso. Ao mentir para os representantes da IBM, Gates prova ser ousado. Compra por US$ 50 mil a plataforma e inicia o caminho do dinheiro. Jobs usa a pirataria na questão da interface e do mouse, criados pela Xerox. Ganha de presente, na malícia, o projeto alheio.
Outro ensinamento do filme é ouvir, prestar atenção no vizinho, no colega e, claro, no concorrente. Jobs faz de conta que não ouve Gates em uma feira de computadores. Anos depois, é empregado do mesmo Gates. A poderosa Xerox entrega o cofre minado de ouro por não dar a atenção devida a um produdo criado na casa. A IBM mostra ser frágil por não dominar a tecnologia. Aí, mais uma lição, citada por Gates no longa. "Faça os outros dependerem de você." Foi o que fez o homem mais rico do mundo. O resultado está na sua conta bancária.
PS: Outra lição do filme: o dinheiro transforma qualquer jacó em gente.
O filme Piratas do Vale do Silício ilustra muito bem as relações entre concorrentes e o despreparo humano para o poder. Steve Jobs é mostrado como um ser egocêntrico, megalomaníaco. Colhe a queda anunciada no final do longa. Bill Gates aparece como um oportunista, sorrateiro, ávido por riqueza. Em comum, os dois personagens apresentam facilidade com cálculos, faro de negociante e visão de futuro.
A cena em que aparece o pavilhão negro dos piratas com a maça colorida da Apple é emblemática. A seqüência da cena também. Gates oferece serviços a Jobs, copia com certas mudanças o Macntoshi e lança o Windons. Uma rasteira na Apple, no momento cega pelo poder e a cisão interna, provocada pelo próprio Jobs.
A conquista do DOS é outro exemplo da arte de copiar. Blefar entra junto nesse caso. Ao mentir para os representantes da IBM, Gates prova ser ousado. Compra por US$ 50 mil a plataforma e inicia o caminho do dinheiro. Jobs usa a pirataria na questão da interface e do mouse, criados pela Xerox. Ganha de presente, na malícia, o projeto alheio.
Outro ensinamento do filme é ouvir, prestar atenção no vizinho, no colega e, claro, no concorrente. Jobs faz de conta que não ouve Gates em uma feira de computadores. Anos depois, é empregado do mesmo Gates. A poderosa Xerox entrega o cofre minado de ouro por não dar a atenção devida a um produdo criado na casa. A IBM mostra ser frágil por não dominar a tecnologia. Aí, mais uma lição, citada por Gates no longa. "Faça os outros dependerem de você." Foi o que fez o homem mais rico do mundo. O resultado está na sua conta bancária.
PS: Outra lição do filme: o dinheiro transforma qualquer jacó em gente.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Códigos
Post sobre o capítulo 5 do livro A Sociedade de Rede, de Manuel Castells
O autor inicia o texto citando a invenção do alfabeto, em 700 a.C. Foi a primeira forma de registrar a comunicação, de forma que os conhecimentos pudessem ser passados por outra via, que não fosse a oral. A possibilidade de escrever no mesmo código interligou pessoas de localidades distantes. A comunicação poderia ser via carta, mensagem. Não precisava mais ser presencial.
Castells afirma que a escrita se massificou depois da invenção da imprensa e do papel. Meios que facilitaram o acesso da população ao código. Apesar de hoje serem coisas banais do cotidiano, o alfabeto, a imprensa e o papel representaram avanços tecnológicos. Conforme o homem aprimorou suas invenções, aumentou as redes de comunicação e sua penetração. Quanto maior a tecnologia e mais simples o código, mais pessoas entrava,m na sociedade de rede, idealizada por McLuhan.
Até o século XX a cultura escrita teve vantagem segundo o autor. Depois, foi superada pela visual, com o advento do cinema, rádio e TV. Mais uma vez a tecnologia, que possibilitou um meio mais agudo de enviar as mensagens, mostra ser decisiva. Enquanto para ler uma carta é preciso conhecer o alfabeto, para ver uma filme basta escutar e enchergar. A sociedade de rede ganhou novos inquilinos.
Com a avanço tecnológico, veio a internet e, enfim, a consolidação das idéias de McLuhan. Agora a rede abrange a todos – apesar do baixo acesso à internet em países de terceiro mundo. Diminuiu distâncias, interligou comunidades até então muito afastadas. A definição do inglês como língua universal ajuda. Em tese, páginas em inglês são acessíveis a pessoas de todo o planeta.
Esse avanço no código modificou a própria cultura do homem, como diz Castells. "Não vemos a realidade como ela é, mas como são nossas linguagens. E nossas linguagens são nossas mídias. Nossas mídias são nossas metáforas. Nossas metáforas criam o conteúdo da nossa cultura." Como a web permite uma ampla segmentação da informação, a cultura se torna cada vez mais segmentada.
O autor a define como virtualmente real. Os símbolos compreendidos na frente de um PC ou celular são reais. "Em todas as sociedades, a humanidade tem existido em um ambiente simbólico e atuando por meio dele", diz. Com o código e a tecnologia atual, as coisas não precisam ser palpáveis para serem reais. Ocupam parte no cotidiano das pessoas. Cada vez mais, "o faz-de-conta vai ser tornando realidade."
O autor inicia o texto citando a invenção do alfabeto, em 700 a.C. Foi a primeira forma de registrar a comunicação, de forma que os conhecimentos pudessem ser passados por outra via, que não fosse a oral. A possibilidade de escrever no mesmo código interligou pessoas de localidades distantes. A comunicação poderia ser via carta, mensagem. Não precisava mais ser presencial.
Castells afirma que a escrita se massificou depois da invenção da imprensa e do papel. Meios que facilitaram o acesso da população ao código. Apesar de hoje serem coisas banais do cotidiano, o alfabeto, a imprensa e o papel representaram avanços tecnológicos. Conforme o homem aprimorou suas invenções, aumentou as redes de comunicação e sua penetração. Quanto maior a tecnologia e mais simples o código, mais pessoas entrava,m na sociedade de rede, idealizada por McLuhan.
Até o século XX a cultura escrita teve vantagem segundo o autor. Depois, foi superada pela visual, com o advento do cinema, rádio e TV. Mais uma vez a tecnologia, que possibilitou um meio mais agudo de enviar as mensagens, mostra ser decisiva. Enquanto para ler uma carta é preciso conhecer o alfabeto, para ver uma filme basta escutar e enchergar. A sociedade de rede ganhou novos inquilinos.
Com a avanço tecnológico, veio a internet e, enfim, a consolidação das idéias de McLuhan. Agora a rede abrange a todos – apesar do baixo acesso à internet em países de terceiro mundo. Diminuiu distâncias, interligou comunidades até então muito afastadas. A definição do inglês como língua universal ajuda. Em tese, páginas em inglês são acessíveis a pessoas de todo o planeta.
Esse avanço no código modificou a própria cultura do homem, como diz Castells. "Não vemos a realidade como ela é, mas como são nossas linguagens. E nossas linguagens são nossas mídias. Nossas mídias são nossas metáforas. Nossas metáforas criam o conteúdo da nossa cultura." Como a web permite uma ampla segmentação da informação, a cultura se torna cada vez mais segmentada.
O autor a define como virtualmente real. Os símbolos compreendidos na frente de um PC ou celular são reais. "Em todas as sociedades, a humanidade tem existido em um ambiente simbólico e atuando por meio dele", diz. Com o código e a tecnologia atual, as coisas não precisam ser palpáveis para serem reais. Ocupam parte no cotidiano das pessoas. Cada vez mais, "o faz-de-conta vai ser tornando realidade."
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Entretenimento e tecnologia
Post referente ao texto: Da Juke Box ao MP3 - A voz da junvetude, do professor Militão de Maya Ricardo
A tecnologia interfere e acaba sendo absorvida pelo cotidiano, muitas vezes atrelada ao entretenimento. É o que mostra o texto Da Juke Box ao MP3 - A voz da junvetude, do professor do curso de Comunicação Social da Unisc, Militão de Maya Ricardo. Ele começa a retrospectiva pelos anos 50 e as barreiras derrubadas pela geração rock and roll, e conclue no término dos anos 90.
É possível observar que o preço da tecnologia define sua incorporação imediata ou não. O rádio, a TV, o cinema e o vinil surgiram na década de 50 e conforme se tornaram mais acessíveis ao público, facilitaram mudanças sociais. A transmissão da mensagem antes apenas presencial, ganhou novos meios unilaterais. Militão observa a influência da comunicação de massa nos jovens.
"... situações vivenciais cotidianas possíveis com a utilização de aparatos tecnológicos de comunicação de massa criaram uma identidade grupal, uma rede de traços comuns entre os jovens que os encorajou a adotar gradualmente novos padrões de comportamento pessoal social e sexual."
A avaliação do professor mostra um fato cíclico, que se renova periodicamente. Aconteceu nas décadas seguintes e, pelo visto atualmente no nosso cotidiano, continuará em pé. Militão acredita que o aparato tecnológico dos anos 50 (e sua firmação na rotina dos jovens) serviu de base para a explosão da cultura POP, no anos 60.
As transmissões via satélite, o crescimento da indústria fonográfica, possibilitaram outro apelo forte até os dias de hoje: a expressão. Assim como nós usamos nossos blogs, fóruns no Orkut ou afins para publicar idéias, a música serve de meio de expressão. "... as pessoas estavam dispostas a ter um papel ativo na sociedade, que desejavam ser ouvidas, pelo menos enquanto se divertiam", afirma Militão.
De acordo com a idéia do texto, a diversão ajuda a conduzir a incorporação da tecnologia. O prazer de fazer música, ganha o apoio do acesso e da miniaturização dos equipamentos eletrônicos, como nos home studios dos anos 80 e atualmente em um laptop com softwares capazes de editar um clipe, CD ou DVD. A banda criar seu material promocional, mesmo que sem grandes pretensões ou apenas com intenção de descontração, torna-se algo natural. Os jovens passam a dominar a tecnologia.
A partir da metade da década de 90, a interação nas mensagens ganha vida com a Internet. As respostas podem ser imediatas, e são, conforme o tempo avança. A sala de chat, a lista de discussões, no princípio usadas para diversão, hoje viraram ferramentas de trabalho (o Tecnoboteco é um exemplo). A diversão e a necessidade de expressão incoporaram a tecnologia a rotina, fortalecem o cyber espaço, ainda em formação .
A tecnologia interfere e acaba sendo absorvida pelo cotidiano, muitas vezes atrelada ao entretenimento. É o que mostra o texto Da Juke Box ao MP3 - A voz da junvetude, do professor do curso de Comunicação Social da Unisc, Militão de Maya Ricardo. Ele começa a retrospectiva pelos anos 50 e as barreiras derrubadas pela geração rock and roll, e conclue no término dos anos 90.
É possível observar que o preço da tecnologia define sua incorporação imediata ou não. O rádio, a TV, o cinema e o vinil surgiram na década de 50 e conforme se tornaram mais acessíveis ao público, facilitaram mudanças sociais. A transmissão da mensagem antes apenas presencial, ganhou novos meios unilaterais. Militão observa a influência da comunicação de massa nos jovens.
"... situações vivenciais cotidianas possíveis com a utilização de aparatos tecnológicos de comunicação de massa criaram uma identidade grupal, uma rede de traços comuns entre os jovens que os encorajou a adotar gradualmente novos padrões de comportamento pessoal social e sexual."
A avaliação do professor mostra um fato cíclico, que se renova periodicamente. Aconteceu nas décadas seguintes e, pelo visto atualmente no nosso cotidiano, continuará em pé. Militão acredita que o aparato tecnológico dos anos 50 (e sua firmação na rotina dos jovens) serviu de base para a explosão da cultura POP, no anos 60.
As transmissões via satélite, o crescimento da indústria fonográfica, possibilitaram outro apelo forte até os dias de hoje: a expressão. Assim como nós usamos nossos blogs, fóruns no Orkut ou afins para publicar idéias, a música serve de meio de expressão. "... as pessoas estavam dispostas a ter um papel ativo na sociedade, que desejavam ser ouvidas, pelo menos enquanto se divertiam", afirma Militão.
De acordo com a idéia do texto, a diversão ajuda a conduzir a incorporação da tecnologia. O prazer de fazer música, ganha o apoio do acesso e da miniaturização dos equipamentos eletrônicos, como nos home studios dos anos 80 e atualmente em um laptop com softwares capazes de editar um clipe, CD ou DVD. A banda criar seu material promocional, mesmo que sem grandes pretensões ou apenas com intenção de descontração, torna-se algo natural. Os jovens passam a dominar a tecnologia.
A partir da metade da década de 90, a interação nas mensagens ganha vida com a Internet. As respostas podem ser imediatas, e são, conforme o tempo avança. A sala de chat, a lista de discussões, no princípio usadas para diversão, hoje viraram ferramentas de trabalho (o Tecnoboteco é um exemplo). A diversão e a necessidade de expressão incoporaram a tecnologia a rotina, fortalecem o cyber espaço, ainda em formação .
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