Post referente ao texto: Da Juke Box ao MP3 - A voz da junvetude, do professor Militão de Maya Ricardo
A tecnologia interfere e acaba sendo absorvida pelo cotidiano, muitas vezes atrelada ao entretenimento. É o que mostra o texto Da Juke Box ao MP3 - A voz da junvetude, do professor do curso de Comunicação Social da Unisc, Militão de Maya Ricardo. Ele começa a retrospectiva pelos anos 50 e as barreiras derrubadas pela geração rock and roll, e conclue no término dos anos 90.
É possível observar que o preço da tecnologia define sua incorporação imediata ou não. O rádio, a TV, o cinema e o vinil surgiram na década de 50 e conforme se tornaram mais acessíveis ao público, facilitaram mudanças sociais. A transmissão da mensagem antes apenas presencial, ganhou novos meios unilaterais. Militão observa a influência da comunicação de massa nos jovens.
"... situações vivenciais cotidianas possíveis com a utilização de aparatos tecnológicos de comunicação de massa criaram uma identidade grupal, uma rede de traços comuns entre os jovens que os encorajou a adotar gradualmente novos padrões de comportamento pessoal social e sexual."
A avaliação do professor mostra um fato cíclico, que se renova periodicamente. Aconteceu nas décadas seguintes e, pelo visto atualmente no nosso cotidiano, continuará em pé. Militão acredita que o aparato tecnológico dos anos 50 (e sua firmação na rotina dos jovens) serviu de base para a explosão da cultura POP, no anos 60.
As transmissões via satélite, o crescimento da indústria fonográfica, possibilitaram outro apelo forte até os dias de hoje: a expressão. Assim como nós usamos nossos blogs, fóruns no Orkut ou afins para publicar idéias, a música serve de meio de expressão. "... as pessoas estavam dispostas a ter um papel ativo na sociedade, que desejavam ser ouvidas, pelo menos enquanto se divertiam", afirma Militão.
De acordo com a idéia do texto, a diversão ajuda a conduzir a incorporação da tecnologia. O prazer de fazer música, ganha o apoio do acesso e da miniaturização dos equipamentos eletrônicos, como nos home studios dos anos 80 e atualmente em um laptop com softwares capazes de editar um clipe, CD ou DVD. A banda criar seu material promocional, mesmo que sem grandes pretensões ou apenas com intenção de descontração, torna-se algo natural. Os jovens passam a dominar a tecnologia.
A partir da metade da década de 90, a interação nas mensagens ganha vida com a Internet. As respostas podem ser imediatas, e são, conforme o tempo avança. A sala de chat, a lista de discussões, no princípio usadas para diversão, hoje viraram ferramentas de trabalho (o Tecnoboteco é um exemplo). A diversão e a necessidade de expressão incoporaram a tecnologia a rotina, fortalecem o cyber espaço, ainda em formação .
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
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